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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

DEBATE "WHOPPER VIRGINS"

DISCUSSÃO EM GRUPO - I SARAU FILOSÓFICO 2009, em 29/jan.

Rafa Gonçales foi o debatedor e nos apresentou o vídeo "Whopper Virgins" do Burger King, disponível no site whoppervirgins.com.
A campanha trazia teasers na TV e anúncios, como o exemplo mais abaixo, e foi encarada como um projeto de conteúdo centrado no vídeo, que foi lançado no início de dezembro de 2008, exclusivamente online. E causou polêmica, principalmente entre blogueiros.

A proposta era levar o sanduíche a lugares onde as pessoas não tivessem nem ouvido falar em hambúrguer. Para isso, foram visitados lugares longínquos do planeta, como uma remota vila no norte da Tailândia, uma comunidade rural na Romênia e uma tundra ártica na Groenlândia.
Os nativos eram convidados a saborear o Whopper, o que nem sempre era muito fácil, mesmo no manuseio, e compará-lo ao Big Mac (também disponível para experimentação), identificando a preferência.

Os acirrados comentários na internet vão desde a profunda admiração pela idéia, elogiando a inusitada e inteligente sacada para a genuína performance em "geração de conteúdo", passando pelo entendimento de tratar-se de uma legítima "experiência antropológica" até chegar naqueles que sentenciam ferozmente o ato como ofensivo, imperialista e xenófobo. Vale dar uma olhada nos comentários do blog Brainstorm#9.

Equivocadamente, muitos atribuíram os comentários negativos à exploração de pessoas miseráveis, introduzidas forçadamente numa disputa entre duas corporações bilionárias. 
Mas o fato é que, não necessariamente, lugares remotos significam miséria, conforme comenta Paula Rizzo no blog Update or Die.

O Rafa nos levou à uma discussão mais profunda, calcada nos conceitos antropológicos que vimos no curso, com a nossa querida professora Paula Pinto e Silva, conforme demonstram alguns dos slides abaixo, apresentados por ele.


E os comentários do grupo foram bem interessantes, mas sem fechar uma conclusão definitiva sobre a campanha ter sido boa ou ruim, correta ou não - o que não era mesmo nosso objetivo. 
Discutimos a "experiência" apresentada pelo vídeo e pudemos expor complementares e diferentes pontos de vista sobre o projeto e seu propósito.
Mas num ponto todos concordamos: 
NÃO SE TRATA DE UMA EXPERIÊNCIA ANTROPOLÓGICA.
Conceitos básicos apreendidos no curso denotam claramente nossa posição:
- os "visitantes" não foram observar o real ponto de vista do nativo;
- não houve observação participante por parte dos "visitantes";
- o hambúrguer não foi introduzido socialmente naquela comunidade.

Vejam alguns comentários do Grupo:









E, finalmente, vale assistir novamente ao vídeo com o qual o Rafa encerrou sua apresentação. Também polêmico, trata-se de uma campanha para reinvindicação de uma nova categoria na premiação de Cannes, a Humanitarian Lion. E foi inspirado no vídeo "Whopper Virgins".
Polêmicas a parte, a "convocação" que encerra o vídeo é indiscutivelmente válida:
MILHÕES DE PESSOAS NÃO PODEM APROVEITAR O MUNDO.
PORQUE NÃO USAMOS NOSSA CRIATIVIDADE E FORÇA
PARA AJUDÁ-LOS UMA VEZ AO ANO?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

INDICAÇÕES DA PAULA

TRÊS OBRAS QUE FAZIAM PARTE DA BIBLIOGRAFIA INDICADA PELA PROFESSORA PAULA. O PRIMEIRO DELES, INCLUSIVE, É O LIVRO DE AUTORIA DA PRÓPRIA PAULA. VALE A LEITURA.

FARINHA, FEIJÃO E CARNA-SECA (2005)
Um tripé culinário no Brasil Colonial.
Autor: SILVA, Paula Pinto e
Editora: Senac São Paulo
Assunto: Antropologia - Gastronomia
Dados: 148 pag - 1a.ed
OWNER: CARLA

Sinopse
Em texto fluente e agradável, a autora nos leva, pelos trilhos da antropologia, à cozinha da sociedade colonial, onde ingredientes indígenas, negros e brancos se misturam para espessar o caldo da cultura alimentar brasileira. Este livro contribui para uma percepção mais profunda do papel da gastronomia no estudo da cultura de um povo.

O LUXO ETERNO (2005)
Da idade do sagrado ao tempo das marcas.
Autor: LIPOVETSKY, Gilles / ROUX, Elyette
Editora: Companhia das Letras
Assunto: Moda - Consumo
Dados: 195 pag - 1a.ed
OWNER: CARLA

Sinopse
Neste livro, o filósofo Gilles Lipovetsky, que provocou frenesi nos anos 1980 ao colocar o fenômeno da moda no centro das discussões acadêmicas, volta seu poder de análise para um novo objeto de estudo - o universo do supérfluo. O ponto de partida é a constatação de que o consumo de bens luxuosos nunca foi tão grande. Para melhor entender o fenômeno, o autor faz uma ampla "arqueologia" desses bens, desde os tempos sagrados das tribos indígenas, passando pela Antiguidade e pela Renascença, até o dos grandes conglomerados das marcas atuais.

O QUE FAZ O BRASIL, BRASIL? (1997)
Autor: DaMATTA, Roberto
Editora: Rocco
Assunto: Ciências Sociais - Antropologia
Dados: 126 pag - 8a.ed
OWNER: CARLA

Sinopse
Com a exposição e análise das mais expressivas manigestações culturais brasileiras formadoras da sua identidade como nação, Roberto DaMatta procura responder a pergunta título de seu livro. Ao examinar os grandes acontecimentos como o Carnaval, o Dia da Pátria, as procissões religiosas, os hábitos alimentares, o futebol, a política e as artimanhas de seus representantes, a economia, o jeitinho com que são dribladas as dificuldades - todos elementos formadores da nossa brasilidade -, Roberto DaMatta tenta explicar como os vários brasis se ligam entre si, fazendo ver que é através da cultura, por mais variada e extensa que seja, que uma sociedade se expressa e pensa sobre si mesma.